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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Tomar consciência das suas reações...


"Os humanos raramente estão conscientes dos seus hábitos mentais. Um, quando tem de iniciar um trabalho, fica imediatamente crispado, tenso; outro, perante cada situação nova, a sua primeira reação é opor-se, ser crítico; outro sente-se demasiado fraco, outro desanima muito depressa... Mas, como eles nem sequer têm consciência destas reações, não conseguem corrigi-las, e em quaisquer situações encontram sempre um pretexto para adotarem uma atitude negativa. A primeira coisa que cada um deve fazer é, pois, estudar-se para se conhecer melhor. A partir do momento em que verá claro em si próprio, já terá os meios para remediar a situação: receberá imediatamente um impulso e será capaz de mobilizar as possibilidades que o Criador pôs no seu subconsciente, na sua consciência e na sua supraconsciência. Assim, todos os dias progredirá, graças a este hábito que adquiriu de se estudar e de estar lúcido relativamente a si mesmo." 

Omraam Mikhaël Aïvanhov


quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Bando de Cafonas!


A Amazônia em chamas, a censura voltando, a economia estagnada, e a pessoa quer falar de quê? Dos cafonas. Do império da cafonice que nos domina. Não exatamente nas roupas que vestimos ou nas músicas que escutamos — a pessoa quer falar do mau gosto existencial. Do que há de cafona na vulgaridade das palavras, na deselegância pública, na ignorância por opção, na mentira como tática, no atraso das ideias.

O cafona fala alto e se orgulha de ser grosseiro e sem compostura. Acha que pode tudo e esfrega sua tosquice na cara dos outros. Não há ética que caiba a ele. Enganar é ok. Agredir é ok. Gentileza, educação, delicadeza, para um convicto e ruidoso cafona, é tudo coisa de maricas.

O cafona manda cimentar o quintal e ladrilhar o jardim. Quer todo mundo igual, cantando o hino. Gosta de frases de efeito e piadas de bicha. Chuta o cachorro, chicoteia o cavalo e mata passarinho. Despreza a ciência, porque ninguém pode ser mais sabido que ele. É rude na língua e flatulento por todos os seus orifícios. Recorre à religião para ser hipócrita e à brutalidade para ser respeitado.

A cafonice detesta a arte, pois não quer ter que entender nada. Odeia o diferente, pois não tem um pingo de originalidade em suas veias. Segura de si, acha que a psicologia não tem necessidade e que desculpa não se pede. Fala o que pensa, principalmente quando não pensa. Fura filas, canta pneus e passa sermões. A cafonice não tem vergonha na cara.

Fernanda Young que faleceu tão precocemente.
Essa é sua última coluna no jornal O Globo.

domingo, 18 de agosto de 2019

Sobre estar lúcido...


"Os humanos raramente estão conscientes dos seus hábitos mentais. Um, quando tem de iniciar um trabalho, fica imediatamente crispado, tenso; outro, perante cada situação nova, a sua primeira reação é opor-se, ser crítico; outro sente-se demasiado fraco, outro desanima muito depressa... Mas, como eles nem sequer têm consciência destas reações, não conseguem corrigi-las, e em quaisquer situações encontram sempre um pretexto para adotarem uma atitude negativa. A primeira coisa que cada um deve fazer é, pois, estudar-se para se conhecer melhor. A partir do momento em que verá claro em si próprio, já terá os meios para remediar a situação: receberá imediatamente um impulso e será capaz de mobilizar as possibilidades que o Criador pôs no seu subconsciente, na sua consciência e na sua supraconsciência. Assim, todos os dias progredirá, graças a este hábito que adquiriu de se estudar e de estar lúcido relativamente a si mesmo." 

Omraam Mikhaël Aïvanhov

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A língua é bússola de nossa alma...



"Não obstante pequena e leve, a língua é indubitavelmente, um dos fatores determinantes no destino das criaturas.
Ponderada, favorece o juízo.
Alegre, descortina a imprudência.
Triste, semeia o desânimo.
Generosa, abre caminho à elevação.
Maledicente, cava despenhadeiros.
Gentil, provoca o reconhecimento.
Atrevida, traz perturbação.
Serena, produz a calma.
Fervorosa, impõe confiança.
Descrente, invoca a frieza.
Bondosa, ajuda sempre.
Cruel, fere implacavelmente.
Sábia, ensina.
Ignorante, complica.
Nobre, tece o respeito.
Sarcástica, improvisa o desprezo.
Educada, auxilia a todos.
Inconsciente, gera amargura e destruição.
A língua é bússola de nossa alma, enquanto nos demoramos na Terra..."

André Luíz
imagem:google
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