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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Sobre a violência contra a mulher



Isso acontece com quem conhece homem em rede social.
Acontece com quem conheceu o marido de mais de 20 anos na igreja. 
Acontece com quem nem conhece o cara, mas disse "NÃO" pra ele na balada. 
Acontece com quem, sem querer, queima o jantar do marido e acontece também com quem recusa um pedido pra dançar. 
Acontece com quem corta o cabelo de um jeito ou usa uma roupa que o marido/noivo/namorado não gosta.
Acontece também com quem pede o divórcio após anos de abuso.
Acontece com mulheres pobres; classe média; ricas; acontece com a analfabeta; com a doutora.
E continua acontecendo. Parece que todos esses anos culpando as vítimas não têm feito muito pelas mulheres agredidas. 
E é uma a cada 3. É uma morta a cada 36 horas.
Pior é ver mulheres se acusando! 

 Por: Helena Sousa

Essa semana uma mulher foi agredida por  4 horas, por uma rapaz que ela conheceu pela internet e do qual ela já  se relacionava virtualmente a algum tempo. No primeiro encontro, ela acordou apanhando dele. Quando essa noticia veia a público, lendo os comentários nas redes sociais, percebi que muitas "mulheres" achavam que ela estava sujeita a isso mesmo. Que ela pediu pra levar! Que era bem feito!
Gente! O que é isso???
Então se estamos sujeitos a alguma coisa, se essa "alguma coisa" acontecer justifica?
Não gente! Não interessa a situação! Uma agressão, nunca será uma justificativa!!!!
O "pediu para levar" não pode ser tratado com normalidade. 
A vítima nunca será a culpada! Nunca!!! 
Nada nesse mundo justifica uma agressão. 
Ainda mais uma agressão tão covarde: um homem agredir uma mulher que estava dormindo.
Esse pequeno pensamento escrito por Helena Sousa, deixou bem claro que a violência contra a mulher é algo que precisa ser combatido, e que infelizmente qualquer situação é motivo...até a mais inocente.
Mentes e corações precisam evoluir!
Porque mulher com pensamento de estuprador, é algo deprimente! 

Sheila Costa
do blog Passarinhos no Telhado

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Sobre o compartilhar...



Para Zaratustra a felicidade começa na solidão: uma taça que se deixa encher com a alegria que transborda do sol. Mas vem o tempo quando a taça se enche. Ela não mais pode conter aquilo que recebe. Deseja transbordar. Acontece assim com a abelha que não mais consegue segurar em si o mel que ajuntou; acontece com o seio, turgido de leite, que precisa da boca da criança que o esvazie.

 A felicidade solitária é dolorosa. Zaratustra percebe então que sua alma passa por uma metamorfose. Chegou a hora de uma alegria maior: a de compartilhar com os homens a felicidade que nele mora. Seus olhos procuram mãos estendidas que possam receber a sua riqueza. Zaratustra, o sábio, se transforma em mestre. Pois ser mestre e isso: ensinar a felicidade. 

 Rubem Alves em “A Alegria de Ensinar”

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