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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Sobre o Vitimismo



"Sou o patinho feio, ninguém cuida de mim". Esse patinho, porém, quase nunca é feio nem se encontra em estado de total abandono. Ele é só mais um doente de vitimismo - patologia psicológica caracterizada pela presença de um sentimento, ele sim, muito feio: a autopiedade.

O complexo de vítima - a mania de assumir, na vida, a postura de mártir sofredor - é uma das mais insidiosas e destrutivas patologias psicológicas. Os que caíram nas garras da autopiedade vão por aí, puxando a carroça dos seus sofrimentos quase sempre imaginários - mas não por isso menos reais - e provocando nos outros enfado e repulsa. Isso é muito triste, quando se sabe que tudo o que eles querem é exatamente o contrário: ganhar carinho e atenção.

O vitimismo é um poço de sentimentos negativos. Dele surge a tendência para culpar os outros (o pai, a mãe, os irmãos, a sociedade, a vida, o mundo, os maus fados, o destino) e fazer deles os responsáveis pelas nossas próprias mazelas. Dele surgem as couraças de autodefesa que não nos permitem relaxar e viver de modo saudável nossa relação com os outros e conosco mesmos. Dele vem a impressão sempre absurda e impossível de que não precisamos mudar. Os outros é que estão errados. Ele é a pior das cegueiras, pois destrói na pessoa a autocrítica, o discernimento e a capacidade de avaliação racional das situações.

Demônio de muitas faces, o vitimismo é mestre em matéria de distorção da realidade. Parente próximo da tristeza, quando ele possui uma pessoa, coloca diante de seus olhos um filtro cinza e opaco que a impede de apreciar - e se deleitar - com as cores do mundo.

Trecho de um artigo da Equipe Planeta - STUM


"O vitimismo nos deixa sem energia, a gente fica vulnerável, o campo energético a nossa volta fica desequilibrado." Zíbia Gasparetto



Uma das coisas que mais nos afasta da luz...é o Vitimismo!
E quem de nós nunca se sentiu vítima em algum momento... hã?
Mas passando o primeiro "impacto" que a situação causou é hora de levantar e não entrar nessa frequência que suga nossa força e nos empurra para um poço negro e frio.
Mas porque insistimos nisso? 
Além da tentativa de ganhar carinho e atenção...ser vítima nos isenta das "responsabilidades" de fazer parte de tal situação.
E quando eu falo em responsabilidades, não tem nada a ver com "culpa."
Não foi minha culpa ser vítima de um assalto a mão armada...mas eu tenho as minhas responsabilidades nesse processo. 
De alguma forma, nessa ou em outras existências,  consciente ou inconscientemente... emiti vibrações que encontraram ressonância nos envolvidos e retornaram na forma de um assalto.
E quando assumimos nossas responsabilidades...a energia volta com toda a força!
Somos preenchidos por uma luz maior...
É quando abrimos a porta novamente para Deus entrar...e deitamos em seu colo, como filho agradecido que somos...

Com o coração cheio de paz...

Sheila Costa
do Blog Passarinhos no Telhado



2 comentários :

  1. Sheila, me vi descrita nas linhas acima... Sou uma vitimista e estou em um buraco escuro e vazio que me afasta das pessoas que eu amo a cada dia. Eu preciso de ajuda externa, ou até mesmo aprender a me curar por dentro. Me dá uma luz, que caminho seguir? Me encontro perdida e desequilibrada :(

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    Respostas
    1. Olá Mariana!
      Acredito que o primeiro passo é assumir a responsabilidade...como eu disse no final do post. Lembre-se que o vitimismo não é uma condição e sim uma escolha.
      Ouça esse áudio do Gasparetto...com certeza ele irá ser mais claro do que eu:
      https://www.youtube.com/watch?v=d8HBEfOdBMg
      beijos!

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