Pesquisar este blog

Tradutor

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Nossa criança interna...


Para entender e ter o domínio sobre nossas dificuldades emocionais é essencial tomarmos conhecimento de como elas se originaram. Todas as emoções e sentimentos que nos marcaram ficaram registrados em nossa memória de acordo com o nível de maturidade em que nos encontrávamos quando os vivenciamos, ou seja, os registros emocionais inconscientes de nossa infância, permanecem sob a ótica da criança.

Mesmo que tenhamos atingido a idade adulta, do ponto de vista emocional continuamos a reagir exatamente como fazia a criança que fomos um dia. Isso explica o comportamento muitas vezes infantil que assumimos nos relacionamentos, onde as outras pessoas assumem simbolicamente o papel de nossos pais. 

Se fomos magoados, incompreendidos ou negligenciados, estes sentimentos estarão por trás de qualquer relação que venhamos a estabelecer na vida. Deste modo, a carência, o sentimento de desamparo e o medo do abandono permearão nossas atitudes em relação ao outro, ainda que racionalmente não tenhamos consciência deste fato.

Portanto, o trabalho sobre a criança interior é o primeiro passo para que possamos encontrar o equilíbrio emocional tão necessário para sermos felizes. 

Se nossos pais foram críticos demais nossa criança interior será reprimida, desprovida de auto-estima e auto-confiança. Se, ao contrário, foram excessivamente tolerantes e não nos impuseram limites, a criança que carregamos é mimada e não suporta qualquer tipo de frustração ou recusa por parte do outro em atender nossos mínimos desejos.

A conseqüência é que tendemos a tratar a nós mesmos exatamente como nossos pais o faziam. Desse modo, é importante que façamos uma retrospectiva da maneira como fomos criados. A conclusão a que chegarmos nos ajudará a descobrir que tipo de tratamento devemos, a partir de agora, dar à nossa criança interior.

Devemos ter em mente que a forma ideal de educar uma criança é dar-lhe amor, carinho, cuidado, mas ensinar a ela que existem limites para a satisfação de seus desejos. Também é importante não esquecer de estimular seus talentos e qualidades e deixar claro que o seu direito termina onde começa o do outro. 

Imaginemos então que somos agora nossos próprios pais e vamos tratar a criança interior que carregamos da maneira mais adequada, ou seja, de modo firme, mas amoroso. Se nossa educação foi indulgente demais temos agora que usar de maior firmeza quando nossa criança interior reage ao mundo de modo rebelde e infantil. Se, ao contrário, fomos reprimidos e criticados, temos que ter amor, compreensão e cuidado com nossa criança interior, reafirmando-lhe diariamente o quanto a amamos e reconhecemos o seu valor.

Elisabeth Cavalcante 
Fonte: STUM
imagemdaqui


Ficar ofendida por insignificâncias, fazer birra, não saber ouvir um "não" ou até mesmo aquela necessidade de ser aceito e amado a todo custo...
A partir de agora observe suas reações diante da vida! 
Observe as reações das pessoas também...
Seja um observador...


2 comentários :

  1. Oi Sheila que texto lindo foi escrito p mim estou passando por momentos muito dificil sou uma pessoa carente e esse texto traduziu bem isso nao aceito muito bem as coisas como perder alguem amado .Obrigado por essas palavras diarias.

    ResponderExcluir
  2. Oi Sheila...adoro seu blog...e acho que aos pouco estou descobrindo várias coisas a meu respeito...eu tenho tido uns dias difíceis...tenho muita dificuldade de externar o amor e carinho que sinto...sou muito reprimida.. e não aceito bem as criticas, tenho tendência a querer que td seja do meu jeito...sofro muito por ser assim...sou um pouco mau humeorada e me sinto triste ...muitas vezes estou bem e do nada fico triste chateada e não sei o porque. Também sou muito insegura principamente no meu trabalho...sempre acho que fiz errado e parece que isso realmetne atrai é incrível, mas agora que comecei a ler o seu Blog tenho prestado mais atenção em mim e nos meus atos. Minha mãe era muito severa comigo e com meus irmãos, sempre cobrando e falando grosso eu às vezes me vejo igual a ela. Não quero isso pra mim nem para as pessoas que vivem comigo que eu amo tanto.Um abraço e obrigada por estar me ajudando.Simone Frizzo

    ResponderExcluir

Fico feliz com a sua companhia!
E fico mais feliz ainda quando você deixa um comentário!
Obrigada viu! :)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...