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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Existe alguma coisa que ficou bloqueada?

Feche os olhos, sinta-se dentro de você e procure se entender. Existe alguma coisa que ficou bloqueada na sua infância? Algo que queria crescer, se desenvolver, mas que durante a sua trajetória não foi pra frente? Pergunte para seu corpo onde está esse bloqueio. Ele vai apontar uma região em que o bloqueio ficou estagnado. Observe: geralmente, nesse local, há uma dor ou um mal-estar. Você vai sentir que esse ponto a puxa para dentro de si, como se você estivesse encolhendo e se vendo anos atrás, bem menor. Muito bem, com quantos anos você se vê? Como está sua vida? O que está acontecendo aí? Que idade tem? Como está vestida? Como estão as pessoas em volta e quem são essas pessoas? O que está acontecendo de desagradável?

É muito natural mexer com isso e aparecerem algumas emoções, uma vez que elas vêm do interior, tão intensas e presas. Deixe-as fluir. Observe aquilo que a incomodava. Quase sempre, a gente encontra raiva, medo, desilusão. É a criança em você. O que tanto você queria e não tinha? Fique consciente. Em vez de receber o que queria, o que você recebia? O que está acontecendo de ruim? Quando você não tem o que quer, o que resolve fazer? Olhe bem para essa criança, repare como ela é orgulhosa e mimada. Ela não quer entender a realidade, apenas quer as coisas do próprio jeito. E como ela ficou ofendida! E como guarda ofensas! Na verdade, você queria dominar a situação. Como não tinha poder pra isso, então se fez de vítima. Você protege essa criança. Você protege essa parte que são seus sentimentos. No entanto, é só o seu orgulho. Trauma é orgulho ferido. Quando o defende, mais ele cresce e mais vulnerável você fica. Quanto mais vulnerável, mais você se machuca. Experimente jogar fora essa parte. "Isso não sou mais eu. Hoje sou adulta, tenho uma cabeça boa e não aceito mais isso. Não quero as coisas do meu jeito. Vou aprender a lidar com tudo. Não quero ficar criança. Emburrada para o resto da vida. Carregando ressentimentos e amarguras.

Quero me sentir livre, forte, dona do meu nariz. Auto-suficiente, segura de mim. Não quero conservar isso que me faz dependente dos outros." Negue isso para ver como você se sente, o alívio que dá. Abra os olhos! Luiz Antonio Gasparetto

2 comentários :

  1. Sheila, gostei desta reflexão. gasparetto foi profundo e nos leva a repensar e ressignificar nossa vida. bjs

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  2. De tempos em tempos é bom olhar para dentro e perceber o que acontece... Nosso querido Gaspa e suas meditações... que bom que ele existe!

    beijo

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