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domingo, 27 de março de 2011

Quem sou Eu?


Passamos, sem perceber, grande parte de nossa vida num estado de automatismo e repetição, interno e externo. A atração exercida pelo mundo que nos rodeia, a busca da sobrevivência, o enorme número de informações e repressões à que somos submetidos diariamente, nos induz à perda de contacto com a única coisa que realmente importa: nós mesmos. É assustador esse estado de alienação total, que nos transforma em “robôs”, obedecendo à ordens, quase nunca questionadas, dos outros e do sistema. - Quem sou? Essa é uma pergunta que quando formulada, faz com que enganosamente nos respondamos baseados em impressões muitas vezes projetadas, ou fruto de julgamentos superficiais de outros sobre nós. Influenciados, acatamos essas opiniões sem questionar, satisfeitos ou não, e atuando inconscientemente de forma a confirmá-las. Vejo a personalidade sendo formada pelos acontecimentos experienciados, pelos conceitos emitidos sobre nós durante a infância (por amigos, professores, familiares e principalmente pais), e absorvidos como verdades absolutas. Conceitos esses, muitas vezes contraditórios, desabonadores ou apenas frutos de expectativas sobre nossa atuação; outros ainda, mal interpretados pela cabecinha infantil. Em determinado momento, olhamos para essa colcha de retalhos e vemos envergonhados um reflexo desfigurado: “Sou assim...” A necessidade de ser aceito e amado, nos obriga a um artifício para esconder do mundo as feições disformes. Criamos uma ou várias máscaras, imitações de modelos idealizados, que nos habilitem ao convívio social, obtendo uma relativa aceitação. A necessidade e o esforço em construir as defesas para esconder as características que introjetamos, e das quais nos culpamos, gera um nível de tensão e culpa insuportáveis. O medo de sermos descobertos nessa mentira profunda produz a fuga do contato consigo mesmo, numa tentativa de esquecer e escapar da visão assustadora; voltamos nossa atenção apenas para as ofertas do mundo exterior, ao qual nos apresentamos com o “falso eu”, e nos esquecemos de nós mesmos. Esse pseudo-esquecimento, ou narcotização pelos sentidos, é o que chamamos de sono profundo. Estar desperto é estar consciente de quem somos atrás das máscaras e ir mais além; é a descoberta do sujeito que olhou a colcha de retalhos tecida pela ótica de terceiros, achando que a imagem, disforme e mal desenhada, era a sua. Atrás da falsa idéia e das máscaras, no lado do avesso, permanece desconhecido o impecável modelo original. Quem era esse ser ? Quem é? Quem sou?

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A VIDA TENDE A DAR CERTO... edit. Rocco

De: Anna Sharp

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